sexta-feira, 1 de março de 2013
A medida dos sonhos.
Sonhar não é devaneio, é obrigação. Sonhar em ser o que quis e mais ainda o que não quis. A medida deles vem da sua modestia ou ousadia. Melhor que venha da sua vontade. Que deseje todos os dias e que a cada mês eles se renovem, acumulando mais e mais sonhos, até porque é de graça. Você tem passe livre para esse acúmulo, nele não há culpa. E tenha certeza alguns deles você irá conseguir. Não esqueça que para conseguir realizar seus sonhos, tem que ter um bocado de força e doses cavalais de dedicação, sim, talento para eles também, uma mente boa e uma espinha ereta também podem ajudar. E não se apegue em sonhar sonhos simples. Simplicidade é termo que não se aplica a eles. Voe e só volte quando achar que deve ou porque cumpriu o seu papel, ou porque outro chegou com mais urgência. Mas não esqueça, de uma forma geral o sonho cobra e esteja preparado para ser feliz, é importante saber lidar com a felicidade assim como a dor. Parece mais fácil, mas cuidado criança a felicidade deixa as pernas moles. Certa vez encontrei um amigo e ele me perguntou : E aí continua perseguindo seus sonhos? Na hora fiquei surpresa e sorri. Podia ter respondido sim porque cairia bem. Um dia eu entendi. E hoje eu sou uma perseguidora de sonhos, não os de padaria, mas os da alma.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Para um amor, Recife.
É um bem, um bem coletivo, mas seu, meu. Você divide com milhões de desconhecidos o bem, uns amam mais, outros menos, outras nada.É um bem que se pode pisar. Não dói, pisar nela é prova de amor. Estar nela custa felicidade pra mim. Ela é feminino porque é cidade, se usasse seu nome próprio seria um rapaz, então prefiro a delicadeza das moças. Recife é uma jovem senhora que envelhece criativa, ativa, altiva. É uma casa que se entra, onde alguém já foi feliz um dia, onde quem sabe, um dia eu também. É cor. Rói a vida pelos becos, roda a vida pelos barcos e gira meu coração. Vira o desejo, viva a simplicidade de corações curtidos queimados de sol e sal, nos sinais, nos canaviais. Na zona tem mata, mas que mata a fome de cablocos de lá. Outros cablocos de cá. Outros acolá, somos milhões de caboclos, a diferença é saber ficar. Nunca soube, nem saberei, minha febre precisa de frio, mas não anula a alegria e o afeto de pisar lá. Que foi o meu primeiro e mais terno olhar.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Sobre o bem.
Luz, o olhar transparente é azul. De onde menos se espera, brota o afago, o amasso. Dores de amor que foram, felicidade que dá sinal e avisa pra você colocar o seu melhor vestido e abrir os sentidos. Sim, assim despretenciosa e doce, um lago claro e limpo, essa é a minha condução. Essa é a minha condição. A dor cega. A dor seca. A dor passa. Mas a vida, a sábia, te dá cinco chances aproximadamente, só não esgote com bobagens, crianças. Lá na frente você implorará por mais uma, duas ou até três. Pessoas que vão, pessoas que vem, mutação de querer, o quereres. Acredito no engano, ainda bem, ele me dá o direito de errar, mas no momento seguinte, acertar. Há uns dias andei negociando com meu coração, aberto a ofertas, as que me virem pelo avesso, apenas. Não quero morno, quero queimar. As palavras me entorpecem, até mais do que as cervejas de sempre. Gosto do bonito, alinhando com a bela roupa que vou tirar. Acho que sou movida a beleza, letras e doçura. Um tom macio de pele, um cheiro doce de voz. E assim eu me recrio e aos poucos volto a ser o que eu sempre fui, uma pessoa de pacto eterno com a felicidade. Agradecida.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
A dores.
Era pra ser feliz. Éramos para a felicidade. Já que o acordo primeiro foi sempre enganar a tristeza. Ela sorrateira veio, me iludiu e machucou a menina. Descíamos a ladeira suja de uma rua do lado, pelo centro da cidade, eu cantarolava e ela ria, ela, do meu lado. A gente sempre tenta, somos metade tentativas, um terço erros e o que sobra desejo.
A vontade agora era apagar. Mentira. A vontade agora era de recomeçar. Seja forte e sustente suas escolhas e sua opinião, só que com paixão e nunca permita que isso implique desespero ao seu amor, seu. A palavra maldita e a ação que não veio é a própria causa da angústia. Fui boa nisso por um tempo, mas agora não. Decidi.
O que anda impresso na alma não te deixa e te alimenta. Escolha sempre alimentos leves, pois esse vai suprir tudo que você precisa e vai além. Espelhe -se nos maus exemplos, mas não julgue, você terá juízo, creio eu, para fazer melhor.
Porque afinal de contas, é melhor ser par do que ímpar, você até pode ser por um tempo, mas não por infinitas primaveras. E depois, com o espírito arrematado de arrependimento e dor, não siga, pare. É que as vezes a gente precisa perder.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
ArTeModaPoP: Ao telefone.
ArTeModaPoP: Ao telefone.: Toca, atende, espera e respira. Entre o atender e o respirar você já nadou toda a Bahia de Guanabara, mas quem disse que ia ser fácil querid...
Ao telefone.
Toca, atende, espera e respira. Entre o atender e o respirar você já nadou toda a Bahia de Guanabara, mas quem disse que ia ser fácil querida?!
Um alô seco de um lado e um estranho do outro. Tanta coisa pra dizer, mas coada fica pouca. Tanta coisa pra sentir, mas com tanta pressa, só dormência e uma certa dose de demência.
Ficamos assim, impávidos diante de uma paixão des"norte"ada, leste, sul, o"este" ensaio para o amor, pois sinta bem, paixão é arrepio, amor ecoa.
Nada existe ali, a não ser um agudo e um grave desconforto, a voz rala denuncia e nada sacia.
Sinceramente eu queria ter ido além, correr pelas calçadas e mascar chicletes com açúcar, em dueto. Ordinariamente moça, eu só quero parar na primeira vaga disponível, entenda, não quero a melhor, só a mais fácil. Era isso, agora sim eu entendi. Construo o que sobrou dos cacos, do passado, do caso e dolorosamente concluo, ao telefone, agora unilateral, que não sei desse temporal, mas sei que ainda resta um cômodo, ainda sim, sobra um sobrado em mim. Vazio.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Em três tempos.
É uma dor calada, uma dor não anunciada, uma dor que não se vê, nem se toca, mais que tem um tom de voz alta e grita. Passamos pela vida, passeando pelas ruas, enfeitando o passado e colorindo o presente, futuro é felicidade desejada, sempre, nele não há dor, nem odor. Rumamos esperançosos, o que a meu ver faz todo o sentido, afinal o que adianta a tristeza de agora, se amanhã eu não posso querer uma mudança, sempre gostei de antíteses temporais.
É uma felicidade exibida, escancarada, essa que todos querem, mas poucos genuinamente conseguem. Para ser sincera eu não sei se conseguiria viver sem meus vícios de medo, sem meu choro, e o mais importante: como seria ficar sem me ver no espelho sem minhas lágrimas constantes, minhas sombras transparentes que brotam dos olhos.
Pois bem, nesse tempo, é terno... o certo seria me acostumar com essa descarga de leveza, mas sinceramente não sei se devo, não por ser esnobe ou por comodidade, mas por precaução, veja, quando a tristeza bater, e sim, uma dia ela vem, quero ser educada e singela, pois a conheço bem e pra ela um dia, já dei o meu melhor.
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